sexta-feira, 11 de março de 2011

Alef א

Alef teve uma visão. Percebeu que noutro momento existencial neste planeta fora uma mulher. Uma mulher curiosa e que viveu bem sua vida, apesar dos pesares e das dores. Na visão, ele percebeu que o mais importante era viver a condição que lhe fora outorgada pela natureza, e contradizer a condição que lhe fora outorgada pela sociedade.

Após essa visão, ele compreendeu que deveria viver, a partir desse momento, com todo seu corpo, sua força, sua energia vital, os desafios e os prazeres de se aventurar nos labirintos da vida natural e social.

Ele começou a se sentir mais leve, e as clássicas tensões que travavam seu corpo por anos se desfizeram... ele começou a perceber que o sentimento de liberdade só acomete aqueles que vencem o medo. Ele começou a perceber que a morte, que outrora lhe marcara, também o libertara para as incertezas da modernidade líquida.. A morte o tinha trazido à vida, a morte tinha levado seu grande amor, a morte tinha feito o seu papel. Agora cabia a vida realizar o seu.

Alef respira perdido entre papeladas de trabalhos. Ele quer viajar com Thaíse, talvez Buenos Aires... ele está realmente precisando de um Tango.



*א*

quarta-feira, 9 de março de 2011

Alef א


Alef sentiu a cada dia, desde seu acordar do inconsciente, até a quarta de cinzas, o luto pela pessoa amada. O trágico acidente, a carreira brilhante, a dor da família e amigos, as fotos, as peças de roupa, as cartas...

Mas, findada a quarta de cinzas, o luto deveria terminar. A quaresma vinha e, com ela, a meta da privação de algum prazer. Principalmente daquilo que mais se gosta. Alef olha para sua vida, e decide cortar um grande prazer.

Alef reconhece ainda que ele está prestes a iniciar um processo que irá mudar sua vida para os próximos anos.. e a palavra mestra será

PERFEIÇÃO

não é a prática que leva à perfeiçao, mas as práticas perfeitas que levam à perfeição...




*א*

Alef א


No fim de ano,Alef e sua grande amada de outros tempos, sofrem um terrível acidente. Ele fica inconsciente e ela falece. Ele ainda não sabe da morte dela, até o carnaval, quando acorda. Ainda incrédulo, demora dias inteiros para realmente entender e aceitar que ela morrera. Na quarta de cinzas, ele ainda estava pensativo na sua nova e estranha vida. Ela tinha marcado muito a vida dele, e ele já havia feito o luto por ela, mas todos seus amigos dizem que "a vida continua".

No dia em que ele acordou de seu estado inconsciente, Alef teve a honra de receber a visita de uma pessoa amiga e enigma: Thaíse. De onde ela viera? Pra onde ela fora? Ele só sabe que quer viajar com ela... não para se apaixonar, não para fortalecer a amizade ou para mostrar isso ou aquilo. Ele quer apenas a sua companhia. Ele quer uma inspiração.



Ele quer voltar ao Chile, ele quer descobrir, ele quer compor, libertar o poeta musico que há dentro dele. Thaíse exarcebe esse lado. Ela pega as baquetas de bateria da mão do Alef e tira som de tudo e todos... ela vem como coringa das possibilidades... e faz isso porque gosta, simplesmente

Alef cansou de tentar algo com ela, cansou de tentar entendeê-la e a vida tb... ele tá começando a entender que deve-se viver, mas não algo do tipo "deixa a vida me levar", mas "vou levando a vida aonde Deus deixar".

Uma palavra de inspiração para Alef: perfeição.

Um vídeo: Nosso Deus é o Poderoso Deus:




*א*


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

part 2

Não sei se seria irreversível.. na verdade, a sua pergunta é ótima, e sintetiza a palestra da oriental. Na verdade a irreversibilidade ou sua negação depende da resposta dada à pergunta. Ora, qual é realmente o tipo de relação que você quer??? Eu já tive época onde escolhi relações que nunca necessitou das tecnologias da informação (TI), ou no máximo, do telefone. Há outras relações que emails e telefonemas eram o mínimo, e aí entrava skaipe, orkut, msn, blog, trololó, fb, sms, twt... ou seja, todo o aparato possível atualmente de tele-comunicações.. ou seja, que tipo de relação nós queremos??? Vou te enviar um texto sobre a problemática da virtualidade na construção da ontologia de si e do outro (muito bom esse texto).. e vc verá como essa questão das relações virtuais é complexa, e guarda certos meandros que ainda não conseguimos definir, mas já sentimos seus efeitos. QUe relação queremos?? eu estou tentando não pautar mais minhas relações afetivas, familiares e amistosas por meios eletrônicos (no máximo o celular), e deixar alguns meios somente (email e fb) para não ficar totalmente alienado e realizar contatos profissionais ou enviar recados urgentes.. no mais..

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

facebuk e os amigos curti

sei lá.. não sei té q ponto o obama "transferiu" poder.. acho q alguns analistas e cientistas sociais estão apostando muito alto nisso.. o facebuk por exemplo.. pór mais q eu gaste algumas horas por dia nele, e eu aprenda muito com comentários, videos (como este) e notícias, pouco na verdade ele me acrescentou de fato, e muita pouca opinião ele mudou. Nessa campanha eleitoral, por exemplo, quem é serra vota serra e dialoga com seus pares aqui, assim como os eleitores de dilma. è difícil haver debate político de fato. POsso dizzer tranquilamente que já aprendi muito mais em 3 horas de conversa no bar do cabral do que o dia inteiro nesse facebuk... até porque as pessoas que de fato influenciam minha vida estão fora daqui, e aqui encontro amigos distantes, que, ao invés de ligar, teclo (é mais por economia do que ..) eu prefiro a voz do que esses recados virtuais.. se uma vez por semana um amigo do facebuk me ligasse e, numa conversa de 30 minutos, ou 15 minutos, ele dissesse "curti essa sua ideia",, teria muuito mais sentido e significado para mim do que ele ficar dizendo 5 vezes ao dia 7 dias por semana "curti" "curti" curti"... ¬¬ bj.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Alef א


Alef, depois de um dia de trabalho, ao chegar em casa, e olhar seus inúmeros emails, ele finalmente descobre que está realmente cansado disso tudo. Ou, melhor dizendo, talvez ele realmente esteja "carente" de algo. Não dessa carência que todos falam. Mas ele sente falta de receber, no fim do dia, alguém te dizendo: "oi, te amo". Você pode sair com dez mulheres no fim de semana que, na terça feira trabalhosa seguinte, nenhuma delas irá te ligar ou enviar email dizendo: "oi amor, te amo" sinceramente.
Isso fez Alef perceber também até que ponto ele também dizia isso a Deus (oi Deus, te adoro).. e lembrou-se que também não estava fazendo quase nada, em seus dias, para conseguir sua amada. Nem mais poesia ele estava fazendo...


*א*

sábado, 25 de setembro de 2010

Alef א

Alef dormiu. Ele então sentado no gramado perto de sua casa, vê uma pessoa caminhando em direção à beira do ribeirão, aquele perto da ponte. Então Alef desceu em direção à pessoa que caminhava, pois suspeitava que já o conhecia. NO andar em direção a esta pessoa, aquele jovem adulto sentia queimar dentro do seu coração que há tempos não sentia. Alef chegou a esta pessoa, e perguntou-lhe ... nada. Iria perguntar mas não conseguiu. A pessoa o fitou, disse, com um sorriso: "siga-me"; e continuou a seguir rumo ao ribeirão. Alef lembrou que tinha tantas coisas a fazer no seu trabalho, no seu curso de faculdade, nos compromisso pueris e pseudo-essenciais... Alef acordou.

*א*

Alef א


Ontem foi interessante para Alef א, que teve mais um bom momento em seu trabalho secular. Viajou, conheceu pessoas, voltou, riu, refletiu. Chegou, Dormiu e acordou hoje cedo com preguiça de acordar. Ontem ele enviou uma mensagem à Maria Rosa, mas sem resultado. Esses dias ele falou com ela pelo telefone, e obteve uma conversa normal. Isso não alterou sua semana. Ele olha para o que ele tem que fazer, e se desanima. Há momentos que as coisas vão se acumulando, acumulando até que elas ganham vida própria e viram um monstro. Ele respira fundo e vai tomar um banho. Durante este ato de purificação corporal, sobreveio a ele um pensamento que vem se tornando repetitivo. Ele já não mais se identifica como jovem, embora se comporte como tal. Ele busca se identificar como adulto, e para que se comporte como tal, ele se reveste de responsabilidades adultas. Mas, no processo transicional, as dúvidas e os receios da adultez plena o impede de ser simplesmente adulto. E Alef א começou, em pleno banho, a refletir sobre tudo isso, e lembrou que alguns medos amorosos são medos adolescênticos e infantis. Lembrou que procrastinações acadêmicas e profissionais são vontades juvenis que fogem dessas confusões de adulto. E pensou que,talvez, sua infelicidade quanto sua percepção e cultivo espiritual se devia por seu conturbado modo juvenil-infantil de lidar com a vida espiritual. Seu quarto todo revirado refletia sua vida revirada. Sua horta, no fundo do quintal, deixada às ervas daninhas há um bom tempo, refletia seu coração, deixado às traças da existência. Aliás, seu coração já tem sido há muito considerado como uma pedra.

*א*

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Alef א

E Alef א finalmente conseguiu que sua vida começasse a tomar novo rumo, ou pelo menos conseguiu dar novo sentido aos fatos que, bem interpretados, apontavam para um novo direcionamento. Recebeu uma ligação de um antigo romance, a Gil. Recebeu a notícia que sua atual e já finda paixão - Lira - havia inventado qualquer desculpa tola para não receber seu belo e bem intencionado e confeccionado presente (um rico album de fotos com uma caixa deliciosas da famosa empresa de chocolates finos "Présénté"). Ou seja, ela o ama, mas só não consegue aceitar o convite, ou qualquer outra coisa do tipo. Na viagem feita hoje com seus alunos à capital, Alef encontrou seus ex-futuros cunhados, irmão e cunhada de sua ex-futura esposa e, depois de quatro anos de conhecidos, pela primeira vez este ex-cunhado abre um belo sorriso e o trata como um amigo. Alef também sorriu e amou mais um pouco sua Maria Rosa, ex-futura esposa e futura ex-paixão. No trabalho, uma grande preocupação é subitamente interrompida ao receber o email que assegurava que sua encomenda fora entregue. Um alívio apaziguou a alma deste jovem homem. Porém, um alívio momentâneo, passageiro.. pois o que este homem deseja e quase sempre relega para segundo plano na correria do dia a dia é ter um momento do seu Deus.

*א*

Hoje ALef acordou feliz, mas muito feliz. Ora, porque? Durante o dia inteiro ele ficou sem entender o porquê desta felicidade. Bom, ele acordou e foi trabalhar em casa. Na contemporaneidade inventaram o trabalho em casa onde, ao invés de trabalhar menos, se trabalha mais e em todo o momento. O não-horário de expediente, se não bem controlados, escravizam o sujeito a um trabalho contínuo sem tregua e em casa. A sensação é horrível, e só se consegue ter sucesso quando se rende às novas lógicas de auto-controle, auto-gestão do tempo dentro de uma manière-de-faire capitalística. Trabalhando, Alef vai digitando e escutando Caim Fabin, um pensador muito inteligente que disponibiliza audios para download na internet.

Em meio a papéis e digitações intermináveis em um quarto repleto de afazeres, surge no coração de Alef um desejo muito grande de viajar. Viajar com liberdade e pregando a liberdade. Andar errante por esta terra falando de uma felicidade e de uma boa notícia. Mas, não se fala com vivacidade aquilo que não se vive...

*א*

terça-feira, 18 de maio de 2010

queda

Minha inspiração,
minha menina que eu desejo todos os dias
mulher onde quero descansar e dormir
porque te fazes de difícil?
porque me recusas?
porque nem pensas em mim, como eu penso em você?
olho nos teus olhos, e não recebo resposta,
mas eu me deleito só em olhar..
a cada manhã tenho meu encontro com meu céu particular, em forma de pessoa
a cada dia, me deleito e me arrependo por me deleitar em algo tão incerto
tão longínquo que está a palmos de minha boca
há dias que te vejo, e me dá uma vontade de te beijar intensamente
como eu queria renunciar a tudo que me impede de te ter
porque você insiste em me evitar, menina recatada???
mulher serena, de beleza virginal e maliciosa e sorrateira sedução
porque não seduzes a outros, a todos menos a mim
estou fraco e sou franco: te quero, e as vezes nem sei porque
tenho paixões, mulheres, satisfações
mas não te tenho
em você, encontro aquilo que falta em todas
um caminho de volta à inspiração poética, à tão gostosa inspiração e expiração..